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19 de mar de 2012

Resenha: A Vida em Tons de Cinza - Ruta Sepetys

Informações:
  • Título Original: Between Shades Of Gray
  • Autora: Ruta Sepetys
  • Editora: Arqueiro (cortesia)
  • Páginas: 240
  • ISBN: 9788580410167

Sinopse: 1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final.

Resenha: Este livro retrata uma história que poucos têm conhecimento. Apesar de ocorrida na época da Segunda Guerra Mundial é um fato que a maioria das pessoas não conhece o que realmente aconteceu aos países menores que, infelizmente, ficaram geograficamente entre as duas grandes potências em disputa. Nessa obra podemos ter uma visão melhor disso, tendo como país a Lituânia, onde a trama se inicia.

Apesar de conter personagens e partes da trama fictícias, muito do que aconteceu a Lina e sua família, aconteceu na realidade. Foi estranho e diferente ter outro ponto de vista sobre a guerra durante a leitura e isso ocorre pois pudemos vê-la pelos olhos de outras pessoas, que estavam em situações diferentes do Brasil naquela época. Para nós, Hitler foi o maior vilão dos últimos tempos, que massacrou milhares de pessoas. Mas e para outros países? Talvez não fosse bem assim. O maior vilão aos olhos dos lituânios, na verdade foi Stalin, que os manteve como prisioneiros por muito tempo, os levaram para muito longe de suas próprias casas e separou suas famílias.

Algo que gostei bastante na trama foi a mistura de sentimentos diferentes em cada personagem. Lina é apenas uma adolescente que de repente foi-lhe arrancada a chance de viver livremente e isso faz com que se sinta magoada, enraivecida e desiludida. Porém, ao mesmo tempo, ela demonstra um companheirismo, um amor para com a sua família e até outros desconhecidos e uma compaixão sem igual. Assim como diz a nota da autora no final da trama, as pessoas em geral procuram seu porto seguro nos outros quando passam por épocas difíceis e isso é bem visível no livro.

Ao mesmo tempo em que tenta descobrir o que acontecerá a ela e sua família e o porquê de estarem onde estão, Lina se apaixona. Parece algo impossível de acontecer, mas não é. O amor por alguém do sexo oposto nessas circunstâncias, a vontade de ver a outra pessoa feliz é essencial. É algo puro e inocente, onde os dois adolescentes buscam um no outro a juventude perdida pela guerra. Achei lindo o romance do livro e só acrescentou à história.

É incrível o modo como todos os acontecimentos do livro fazem com que os personagens da trama, sem exceção, amadureçam. Não que os mesmos se acostumem à situação, mas aprendem a encará-la com mais sabedoria que no início, mostrando exatamente como ocorre na realidade, mais uma vez. Pessoas que passam por momentos muito difíceis na vida, geralmente têm uma sabedoria e uma esperança sem igual.

Como na maioria dos livros, a única coisa que não o fez um favorito foi a expectativa. Quando ouve-se falar muito e muito bem de uma coisa, espera-se algo que talvez não exista, e eu ainda estou aprendendo a controlá-la, o que não foi algo positivo em relação a este livro para mim.

Num todo livro é emocionante, mostrando os contras da Segunda Guerra Mundial através de tragédias, emoções e companheirismo. A Vida em Tons de Cinza é um livro que mistura ficção com realidade e que nos traz novos conceitos sobre a vida. Deve ser lido por todos que adoram um drama mais histórico. Recomendo!

Nota: ☻☻☻☻☺ (Muito Bom)

8 comentários:

  1. Oi Dessa!
    Adorei a sua resenha sobre o livro! Com o tempo estou adquirindo mais coragem para iniciar a sua leitura. Sou muito emotiva, por isso não me aventuro muito em livros do gênero, pois sempre me afetam de tal forma que fico indignada, cabisbaixa, ainda mais quando sei tratar-se de uma história "real", tudo bem a do livro é ficção, mas ela realmente aconteceu com alguém! Mas concordo que são situações de suma importância para o conhecimento de todos, até para não repetir os erros do passado, não esquecê-los como se não tivesse acontecido, né? Tenho a impressão de que vou adorar a leitura do livro, mesmo com as expectativas meio altas, depois de tudo que li. Gostei de tomar conhecimento do romance na história, não me recordava desses aspecto. As pessoas realmente em situações extremas procuram apoiar-se cada vez mais naqueles que a rodeiam, é sempre motivador saber que podemos contar com aqueles a quem amamos.
    Beijos

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  2. Oi Dessa!
    Por melhor e mais emocionante que o livro seja (ainda que ele não tenha alcançado suas expectativas), é uma leitura que dispenso. Não gosto muito dessa temática de Segunda Guerra como pano de fundo!
    Beijão!

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  3. Andressa!
    Particularmente falando, eu adorei de puro coração a leitura de "A Vida em Tons de Cinza". Fui extremamente tocada pelas palavras da Ruta Sepetys e achei que a Lina foi uma ótima protagonista, com toda a analogia que ela fazia de sua arte a uma liberdade sufocada pelas desgraças da guerra.
    Além disso, o contexto histórico do livro, como você retratou, é amplamente rico. Nunca pensei na Lituânia como um país em que as pessoas sofreram tanto, nunca nem sequer imaginei a presença de gulags na Sibéria, de tanta crueldade por parte de um líder extremista e cruel.
    Deu pra perceber que eu gostei, né?
    E acho que sua resenha também passou uma imagem muito boa dele, espero que seus leitores se sintam entusiasmados como eu me senti :)

    Feliz dia do blogueiro!
    Beijo,
    Ana - Na Parede do Quarto

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  4. Oi Dessa!
    Já tive oportunidade de ler alguns livros do gênero e esse se tornou um gênero que me atraiu bastante. A Menina que Roubava Livros e o Menino de Pijama Listrado são dois bons exemplos que tratam de temas relacionados a Segunda Guerra Mundial que já tive a oportunidade de ler.
    Ainda não conhecia esse livro, mas agora que li sua resenha é um que pretendo ler logo.
    Amei sua resenha, abraço!

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  5. Oi Andressa!
    As expectativas, às vezes, acabam estragando nossa leitura, é uma pena.
    Não conhecia o livro. Parece interessante ter outro ponto de vista, ver que Hitler não foi o vilão para alguns países.
    Fiquei com muita vontade ler este livro.
    Parabéns pela resenha.
    Beijo.

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  6. Oi Linda!
    Não me interesso muito por livros desse tipo, sabe que envolve guerras e coisas do tipo, eu realmente não gosto de ler. Mas como parece que te interessou, já leu APÁTRIDA?
    Vale muito a pena e eu gostei bastante, na verdade está entre os meus 05 livros favoritos e o melhor é que é de uma escritora nacional (:

    Beijos Mil (:
    Marinah

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  7. Ahh, eu adoro muito esses temas envolvendo Segunda Guerra e tudo mais... Acho muito bacana mesmo! Além do mais, gosto de dramas, então tenho vontade de ler A Vida em Tons de Cinza. Quero conhecer essa história emocionante *-*
    Parabéns pela resenha e sinceridade :D
    Bjão, Andressa!

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  8. Quero muito ler A vida em tons de cinza! Acho a capa linda :}
    Adoro esse tipo de livro, que tem como pano de fundo alguma guerra, principalmente a da 2ª guerra mundial.
    Imagino como é horrível viver durante uma guerra, onde tudo é arrancado das pessoas, sobrando apenas a esperança... eu realmente não sei como pessoas que enfrentaram uma guerra não perderam as esperanças, sério.

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