

Obrigada à todos pela participação mais uma vez, e não desanimem que ainda tem mais duas rolando aqui e outras por vir!
Beijos.


Sinopse: Por Linhas Tortas conta uma história de amor e de superação. A história da mulher que compreendeu a importância de assumir a sua individualidade e as rédeas do seu destino. Tímida e introspectiva, Ester conhece cedo o amor da sua vida e acredita que, com ele, será feliz para sempre. Até que a vida a surpreende com um fato inesperado, e ela percebe que não pode vagar pelo mundo como uma sombra, à mercê das adversidades que nos espreitam em todos os lugares. Decidida a mudar, ela dá uma guinada em sua vida e se lança em uma jornada, sinuosa e ao mesmo tempo delicada, em busca de si mesma.
Resenha: Por Linhas Tortas, primeiro livro da autora nacional Cynthia França, passa para o leitor exatamente o perfil de uma mulher forte e decidida, qualidades que muitas mulheres gostariam de possuir, em um livro que possui uma ótima mistura de drama e romance.
Ester possui uma personalidade um pouco diferente da maioria das protagonistas femininas de livros do gênero. Muitas outras mostram-se muitas vezes fracas e dependentes de outros personagens, em sua maioria homens, sendo rebaixadas por elas mesmas na maioria dos casos. O que me parece que tais autoras querem transmitir ao leitor é que apesar de sofrer, a mulher consegue sim dar a volta por cima. Mas não é isto que acontece neste livro. Diferentemente dessa personalidade fraca, Ester desde o principio se mostra uma mulher batalhadora, e que apesar dos altos e baixos de sua vida, consegue ter a consciência de que a vida não para e que se deve seguir em frente, por mais difícil que isso possa parecer. A personagem sofre sim, em vários momentos da trama, mas a diferença é que a mesma não se rebaixa por isso e ao longo da trama consegue dominar esse lado cada vez melhor. Seu sofrimento não dura mais que poucas páginas, não se tornando cansativo.
Destaco aqui também outros personagens muito bem construídos pela autora, como Miguel e Gonçalo. Ela criou duas figuras masculinas completamente opostas entre si e ao mesmo tempo muito parecidas principalmente em relação aos sentimentos para com a mulher que amam. São aqueles protagonistas masculinos de tirar o fôlego de qualquer leitora, mas que ao mesmo tempo não parecem irreais ou fantasiosos demais, cada um a seu modo.
A obra relata em sua maior parte, uma história de superação. O que é recomeçar do zero quando sua vida inteira parece desmoronar na sua frente, e que há sim sempre um jeito de fazê-lo, por mais incrível e impossível que isso possa parecer. Podemos ser felizes novamente, mesmo após uma grande tragédia, e as vezes de um modo diferente do antes vivido. Ester e sua história também ensinam que o amor por alguém pode mudar os desejos mais íntimos de de uma pessoa e que as vezes é preciso sacrificá-los em prol de outros sonhos.
A capa e o título do livro condizem exatamente com a trama, e apesar de conter uma diagramação simples, o livro é muito bonito. Algo interessante sobre seu estilo é que nele não existe a separação por capítulos, apenas um espaço em branco significando a passagem do tempo. Nunca tinha lido um livro com essas características, e apesar de no início ter estranho um pouco, o leitor acaba se acostumando com o modo rápido e leve da narrativa. Pode ser lido rapidamente e mesmo assim encantar que o está lendo.
É uma história extremamente cativante que aborda temas reais e vividos por muitas mulheres, e que mostra o quando as vezes temos de sofrer até conseguir alcançar todos os objetivos. Agradeço à autora por me enviar um exemplar do livro para resenha. Recomendo!
Nota: ☻☻☻☻☻ (Ótimo)
Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma.
Mas Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.
Thizi é uma garota do bem, apaixonada pela vida. Mas, após uma madrugada trágica, sente que tudo à sua volta desmorona. Descobre que Tadeu, seu namorado, beijou uma garota em uma noitada e quebrou o nariz de Tito, melhor amigo de Thizi, quando soube que ele fotografou a prova da traição. Na mesma noite, Tadeu dirigiu bêbado e causou grave aciden te, que deixou o amigo Gabiru em coma. Em meio a tanta decepção, Thizi encontra uma Replay de si mesma, uma igual. Agora, não mais a única do planeta, ela se sente a pessoa mais solitária do m undo e precisa entender que só o amor tem o poder de provocar as melhores mudanças. Garota Replay trará reflexões para desvendar os segredos da vida de Thizi. E da sua também...

Você sabe o que acontece na escuridão da noite?
Que mistérios se escondem sob a luz do luar?
Fábulas ao Anoitecer é uma seleta de narrativas fantásticas que têm como cenário principal o manto da escuridão, que assume seu reinado após o pôr do sol. Terror, amor, magia, criaturas fantásticas como fadas, bruxos, dragões, elfos, e até ficção científica surgem de suas páginas. Mitologia e lendas folclóricas mundiais são revisitadas e conduzem o leitor pelo maravilhoso mundo da Literatura Fantástica Brasileira.
Uma princesa guerreira. Uma profecia antiga. Uma missão sagrada. Kira, a Princesa de Hisipan, terra de fabulosas mulheres guerreiras, parte em uma jornada heroica por reinos distantes, à procura de um artefato mágico.Uma narrativa épica, repleta de reviravoltas e personagens complexos, guerreiros, batalhas espetaculares em terra e mar, criaturas fantásticas, monstros saídos de histórias de terror, belas mulheres e feiticeiros sinistros, que irá hipnotizá-lo do início ao fim.

Dois mundos. Um objeto perdido. Marcas que se transformam em tatuagens de poder. O mal se espalha por um reino idílico, governado pela Grande Mãe, uma poderosa matriarca.
Uma profecia pode levar a salvação para o continente devastado. Mas pode também atrair criaturas perigosas: as Sombras, que se alimentam das fraquezas humanas, encontram o campo livre para agir.
Entre duas realidades cheias de desafios, Raiziar, o herdeiro da Grande Mãe, luta pelo despertar das nove tatuagens que traz no corpo. Só elas poderão ajudá-lo a encontrar o objeto capaz de devolver força e poder aos seus ancestrais.



Sinopse: Na mística Três Luzes, o leitor percorre inicialmente três momentos afastados no tempo, onde três homens, de três gerações da família Rigotti, experimentam situações-limite pela influência de uma mesma mulher: Ana. A partir daí, a narrativa o leva a uma instigante viagem, nem sempre linear, entre meados do século XX e o início do XXI, na qual os dramas, o passado, o verdadeiro caráter e os segredos de cada personagem são pouco a pouco desnudados. A trama é conduzida pela busca de Ana e pela busca por Ana, forasteira misteriosa que abala os triluzianos e cuja trajetória se funde à dos demais em uma história carregada de luzes e sombras. A busca de Ana arrebata as emoções; a busca por Ana arrebata os sentidos. E ambas surpreendem. Sempre que tudo parece esclarecido, detalhes antes considerados sem importância provocam uma reviravolta geral na história. Até o último capítulo.
Resenha: Já tinha visto em alguns blogs resenhas do livro Para Sempre Ana e sempre tive vontade de conhecer a obra do autor nacional Sergio Carmach. Tendo agora lido o livro, posso afirmar o potencial de nosso autor, que conseguiu uma trama que envolve bastante o leitor, algo difícil em muitos livros que já li. Ele conseguiu com que eu entrasse completamente na história, que contém uma mistura muito bem empregada de romance e mistério. Me senti ligada com os personagens de uma forma especial, torcendo para que tudo se resolvesse e que esses mistérios fossem logo desvendados.
A história começa com três momentos diferentes que aguçam nossa vontade de saber sobre o transcorrer de cada uma. O primeiro ocorre em 2011, onde um garoto está a procura de sua mãe desaparecida. O segundo se dá em 2000, onde um detetive de Três Luzes, cidade onde se passa toda a história, encontra um de seus presidiários morto, através de suicídio. O último, afinal, se passa em 1993, onde uma garota aparece com um filho nos braços, revelando a todos que Carlos Rigotti é o pai. Também é dividida em três partes, onde na primeira são introduzidas quase todas as tramas principais deixando a maioria dos mistérios no ar, na segunda Ana conta sua história, e a terceira abrange tanto a parte do suicido na cela, quanto à do garoto e sua busca.
Algo interessante quanto à trama é que em momentos no meio da história podemos pensar que todos os mistérios já foram desvendados e que a partir daí a história só se ajeitará. Não podemos perceber o quanto estamos enganados, já que uma vez alguns desvendados o autor consegue encaixar mais temas ainda não esclarecidos e que só o serão nos últimos capítulos.
O que talvez tenha me incomodado um pouco, mas que possui seu lado bom é a forma como o autor narra a trama. É muitas vezes utilizado um vocabulário um pouco mais formal ao que estou acostumada a ler, tornando a leitura um pouco mais lenta, já que algumas palavras até desconhecia. O lado bom disso é podermos aprimorar nossa linguagem, um pouco limitada nos dias atuais.
A personagem que me mais me agradou, não por ser a principal, mas sim por mostrar uma fortíssima personalidade e quase todos os medos e anseios de uma mulher, foi Ana. Com certeza foi a personagem mais complexa do livro, e a que mais consegue ensinar algo não só ao leitor, como aos próprios personagens. Uma mulher que consegue amar e perdoar sem se sentir forçada a isso, e de coração. Quanto aos outros personagens, pude perceber um crescimento na personalidade de cada um deles, tanto primários como secundários. Um amadurecimento real, que ganha forma junto com o tempo da narrativa.
O modo como acontece o desfecho da história me deixou muito surpresa. Sergio mistura muito bem os três primeiros momentos do livro em uma trama única, que abrange todos os personagens, mesmo que às vezes de um modo indireto. Foi um final que eu não esperava em momento nenhum, já que antes o autor passa uma idéia de algo completamente diferente.
Com uma história que conseguiu me fazer sentir uma variável de sentimentos diferentes, como curiosidade, alegria e emoção, Sergio conseguiu elaborar uma magnífica história. Agradeço à ele a oportunidade de ler o livro, e com certeza recomendo a leitura!
Nota: ☻☻☻☻☺ (Muito Bom)
Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui!
Sinopse: Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente.
Resenha: Cilada foi o primeiro livro do autor que li depois de ter visto muitas resenhas e comentários positivos a respeito de Harlan Coben, e apesar disso ter aumentado muito minhas expectativas sobre a leitura, o livro não me decepcionou em momento algum.
Já no prólogo são introduzidos à história os principais arcos desenvolvidos durante a leitura: a descoberta a respeito de Dan e seu suposto estupro e o sumiço da garota de 17 anos, Haley McWaid. Isso faz com que o suspense já tome conta da trama logo nas primeiras páginas, sem dar tempo do leitor achá-la cansativa ou demorada e já o faz se perguntar o que pode ter acontecido a eles. Será que Dan foi enganado ou é realmente culpado? Onde está a garota e o que aconteceu a ela? Junto com a repórter Wendy, vamos conhecendo a verdade sobre cada um dos fatos, nos deixando tão perplexos quanto ela.
Algo que gostei bastante, mas que não é essencial na trama, é uma parte um tanto humorística a respeito do uso do Facebook. Wendy muitas vezes necessita da famosa rede social para ajudá-la nas buscas a certas pessoas e sua falta de conhecimento sobre a mesma foi muito real, uma vez que a maioria dos adultos não sabe manuseá-la direito, principalmente sem a ajuda de alguém mais jovem na primeira vez. Achei interessante e ao mesmo tempo um tanto engraçado o fato de o autor ressaltar isso, visando que muitos de nós ou alguém que conhecemos já passaram por isso.
Concordo com todos os comentários que já tinha lido de que Harlan prende o leitor com sua narrativa, uma vez que a mesma é bem leve, repleta de diálogos e rápida, mas nem por isso pecando nas descrições. Muitas vezes me sentia realmente conectada à história, como estivesse ajudando Wendy de perto nas investigações. Outro fato interessante do estilo do autor é o de envolver praticamente todos os personagens na resolução dos casos, já que até mesmo os secundários acabaram tendo certo destaque e algumas vezes, uma importância muito grande.
Lançado no Brasil pela editora Arqueiro como a maioria dos livros do autor, Cilada contém um final surpreendente em uma trama que prende o leitor até o final. Harlan com certeza ganhou mais uma leitora de seus livros. Recomendo!
Nota: ☻☻☻☻☺ (Muito Bom)