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5 de fev. de 2012

Resenha: Qual Seu Número? - Karyn Bosnak

Informações:

  • Título Original: What’s Your Number?
  • Autora: Karyn Bosnak
  • Editora: Novo Conceito (cortesia)
  • Páginas: 414
  • ISBN: 9788563219893

Sinopse: Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.

Resenha: Delilah Darling é uma personagem que pode exemplificar muitas mulheres da realidade. O fato de querer ser feliz ao lado do homem perfeito, mas que nunca tem a sorte de encontrá-lo, somando assim relacionamentos mal-sucedidos, mostra a personalidade de muitas mulheres que lutam pela felicidade.

Após descobrir que está muito acima da média do número de homens com os quais já se relacionou em comparação à maioria das mulheres, Delilah decide mudar isso de uma vez: não irá mais somar nenhum número, indo atrás de seus exs namorados para tentar consertar erros do passado e ser feliz com algum deles. Essa sua viagem tentará mostrar o lado corajoso da personagem, já que poucas mulheres normalmente deixariam o orgulho de lado para procurar ao invés de um, todos os rapazes que as fizeram sofrer ou o vice-versa. Mesmo assim, a idéia da viagem me pareceu um tanto desesperada. Sua enorme vontade de ter um homem ao seu lado, essa sua necessidade, a leva a tomar decisões um tanto estúpidas que provavelmente não ocorreriam se não fosse uma história fictícia. Sei sim que obras de ficção contém na maioria das vezes, cenas bastante irreais, mas mesmo assim não pude deixar de senti-las um tanto exageradas, querendo sempre obter momentos engraçados, mas aparentando sempre um pouco forçados demais.

Talvez eu tenha superestimado uma pouco a leitura pela quantidade de comentários positivos, principalmente em relação ao lado do humor da trama. Obviamente, existem sim momentos agradáveis na leitura, que podem arrancar algumas risadas do leitor, mas isso não ocorreu tanto quanto eu imaginei que seria. Esperar demais de um livro, muitas vezes acaba decepcionando o leitor, e foi o que aconteceu comigo neste caso.

Comecei a engrenar mais na história quando Delilah volta de viagem. A trama se torna mais natural, sem tantos momentos de comédia forçada, e é onde se inicia de uma vez o romance do livro, que é uma das partes que eu mais gosto em um livro. O final pode ser um pouco previsível, mas no geral me agradou e em um certo ponto até mostra um certo desenvolvimento e amadurecimento da personagem principal.

O que deve ser ressaltado também é o trabalho de diagramação da editora. O livro possui detalhes incríveis a cada início de capítulo, como mapas de onde a protagonista se encontra ou pretende ir, e até mensagens que recebe ao longo da viagem. Isso torna de certo modo a leitura única, e com certeza os leitores irão adorar essa diferença. A editora Novo Conceito, sempre inovando em suas diagramações, mais uma vez está de parabéns!

Com muitos altos e baixos, Qual Seu Número?, é na média, uma leitura agradável. Apesar se ser um livro consideravelmente grosso, pode ser lido facilmente, já que possui uma linguagem bem leve e fácil. Agradeço à editora Novo Conceito por me enviar um exemplar para resenha. Recomendo para quem gosta do gênero.

''É engraçado perceber a velocidade com que as coisas podem mudar. Sentimentos, não importa o quanto sejam intensos, podem ser efêmeros. Em um estalar de dedos, a felicidade pode se transformar em tristeza; a esperança pode se transformar em desespero; e, um belo dia, o passado chega para causar assombro, e faz com que se perceba que é preciso pisar no freio.'' Pág 233
Nota: ☻☻☻☺☺ (Bom)

30 de jan. de 2012

Resenha: O Elo Forte - Suzana A. Ribeiro

Informações:
  • Título Original: O Elo Forte: Uma História Contada por Quatro Gerações
  • Autora: Suzana A. Ribeiro (cortesia)
  • Editora: Íthala
  • Páginas: 160
  • ISBN: 9788561868093
Sinopse: O Elo Forte é primeiro volume de uma série de quatro livros que contam a história de uma família, e sua interação com os "amigos invisíveis". Mesclando magia com realidade, esta obra traz mensagens inspiradoras e cativantes para os relacionamentos mais importantes da vida. Incute valores, como: lealdade, companheirismo, amizade, confiança, fé... Pedro Santana Júnior teve um amigo "imaginário", desses, comuns na infância. Mas a diferença deste, é que ele reaparece para ajudá-lo num momento crucial de sua vida adulta, em que suas decisões têm o poder de afetar muito mais do que ele é capaz de perceber.

Resenha: O Elo Forte foi um livro que com certeza me surpreendeu. Sua história envolve assuntos muito importantes na vida de cada um de nós, que se fossem levados realmente a sério, com certeza tornariam o mundo muito mais harmonioso e bonito. Além disso, trata-se de uma trama diferente e que foi uma experiência nova para mim: amigos imaginários.

Muitas crianças já tiveram ou tem amigos imaginários em que confiam e partilham brincadeiras, momentos e toda sua vida. Mas o que os adultos pensam sobre isso? Principalmente que é tudo fruto de sua imaginação fértil, já que o mesmo não pode ser visto por mais ninguém. Foi exatamente isso que aconteceu com Pedro quando ainda era criança: seus pais e toda sua família pensavam que ele era até mesmo um pouco louco.

Pedro, passado um tempo, leva uma vida normal: encontra o amor de sua vida, se casa e tem filhos. Mas as coisas começam a fugir de seu controle após uns anos de casado. Quando Jackson, seu amigo imaginário, reaparece para ajudá-lo é inacreditável! Lhes são reapresentados valores há muito esquecidos, e Pedro agora tem a missão de tentar reajustar sua vida, tomando as decisões certas para tal.

''Uma lembrança específica prendeu bastante minha atenção; era a lembrança de um sentimento que eu costumava ter ao abraçá-la, era a sensação de plenitude, de serena e profunda satisfação, eu fechava os olhos e sentia estar abraçando o mundo, o meu mundo.'' Pág 91.
A história mostra um diferente conceito de amigos imaginários, anjos da guarda e até mesmo dejá-vus que foram muito bem explorados pela autora e que me agradaram bastante. Tem toda a explicação de porque os mesmo existem, o que acontece com eles depois de deixarem as crianças e o porquê de não poderem voltar mais na vida adulta, tudo voltado para a ficção, mas que me agradou muito. Nunca havia pensado melhor sobre o tema e Suzana me fez refletir um pouco sobre ele, já que a forma com que ela desenvolveu a trama foi ótima e objetiva, superando minhas espectativas. Já sobre os dejá-vus, ainda voltado para a ficção da trama, é narrado o porque de termos essas sensação de que já estivemos em lugares nunca idos antes ou conhecer alguém que na realidade nunca vimos.

Além disso, a história traz ensinamentos bonitos que são passados à Pedro através do amigo, mas que mesmo o leitor pode levar para sua própria vida. Será que nossas gerações futuras podem ser prejudicadas ou beneficiadas por decisões que tomamos quando ainda jovens? O que podemos fazer para recuperar os sentimentos há muito perdidos ou esquecidos e que eram tão importantes para nós? O livro traz uma lição, não só para o protagonista, mas para todos que irão ler e se emocionar com a história do mesmo. Talvez com isso possamos melhorar nossas ações para com nós mesmo e com o próximo e fazermos da nossa vida algo melhor.

''Sua família é como uma corrente, que deve permanecer unida e nunca se romper. (...) Casamentos não são como pilhas ou baterias, que acabam, nem como produtos com prazo de validade, é algo sagrado, Pedro; deveria durar para sempre.'' Pág 86.

Suzana criou uma história magnífica que mistura ficção e realidade e que tenho certeza que vai surpreender a muitos, assim como me surpreendeu. Adorei a história de Pedro, e pretendo com certeza ler o segundo volume da série: Um Sonho Distante! Recomendo.

Nota: ☻☻☻☻☺ (Muito Bom)

10 de jan. de 2012

Resenha: A Passagem - Justin Cronin

Informações:
  • Título Original: The Passage
  • Autor: Justin Cronin
  • Editora: Arqueiro (cortesia)
  • Páginas: 816
  • ISBN: 9788599296820
Sinopse: Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos traços de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite, a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado.

Resenha: A Passagem é o tipo de livro sobre vampiros que não se parece em nada com os livros do gênero a que eu estava acostumada. Se você pensa que ao começar a leitura vai encontrar um Edward Cullen no meio das páginas, está muito enganado. Mas certamente se pensa que vai encontrar muito sangue e aventura, não poderia estar mais certo.

A história tem um início lento, com a introdução de muitos personagens e suas vidas, sendo em cada momento dela, um narrador diferente. Isso nos ajuda a ver o ponto de vista de cada um: quem é contra e quem é a favor da experiência com o novo vírus, que aparentemente, deixa os que os toma renovados, com facilidade de cura e algumas características a mais. Porém este início pode aparentar uma história um tanto maçante de começo. Não pensei em abandoná-lo em nenhum momento, mas também não estava empolgada com a história como gostaria, já que quando parecia que não havia mais personagens a serem introduzidos, lá estavam mais alguns.

A partir de pouco antes da metade da leitura, consegui sentir-me mais conectada à história. Apesar de ainda não estar como desejava, a trama estava conseguindo me deixar mais interessada em seus mistérios e com vontade de conhecer mais sobre eles. Nesse ponto os virais estão começando a tomar forma e a carnifícia está apenas no início: depois, a história só tende a melhorar e a prender o leitor cada vez mais.

Apesar da narrativa um pouco cansativa quando trata-se da vida pessoal dos personagens e da história que cada um carrega consigo, vê-se que em partes é necessário para o desenvolvimento futuro da trama, já que são descritas individualmente. Conhecemos então cada personagem único do livro e daí podemos até prever algumas de suas escolhas e atitudes ao longo dele.

Os virais foram criados de uma forma brilhante. Apesar da indescritível sede por sangue, em certos momentos o autor faz questão de mostrar que apesar disso, em seu interior estão sofrendo. Sofrem porque não querem continuar a vida do jeito que levam e também porque não gostam de matar os seres humanos. Mas é simplesmente inevitável não se alimentar, e sua natureza fala mais alto.

''Os dentes, a sede de sangue, a união mortal com as trevas - e se essas coisas não fossem mera fantasia, e sim uma lembrança, ou até mesmo um instinto, algo gravado em nosso DNA havia milênios, algum poder sombrio que existia dentro do homem? Um poder que poderia ser reativado, aprimorado, controlado?'' Pág 100

O livro ainda conta com muitas reviravoltas do começo ao fim. É simplesmente muito difícil alguém conseguir imaginar a trama inteira, já que a mesma muda muitas vezes até a última página, em partes podendo deixar o leitor um pouco surpreso. Além disso, a trama conta com um leve toque de romance, indispensável em livros do gênero. A força do amor pode mudar muitas atitudes, mesmo em uma aventura com vampiros sedentos por sangue!

O trabalho de diagramação foi muito bem feito. Foi mantida a capa original do livro, e existem alguns detalhes na separação das várias partes do livro. Algo simples, porém notável.

Nota-se claramente que há continuação. O livro acaba com um ótimo gancho para sua sequência que me deixou bastante curiosa. Segundo o autor, será uma trilogia, e eu estou aguardando pelo segundo volume dela. Agradeço à editora Arqueiro por me enviar um exemplar do livro para resenha. Se você é um leitor que gosta do gênero, tenho certeza que não vai se arrepender.

Nota: ☻☻☻☻ (Muito Bom)

4 de jan. de 2012

Resenha: A Mulher do Viajante no Tempo - Audrey Niffenegger

Informações:
  • Título Original: The Time Traveler’s Wife
  • Autora: Audrey Niffenegger
  • Editora: Suma de Letras
  • Páginas: 450
  • ISBN: 9788560280407

Sinopse: Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Resenha: A Mulher do Viajante no Tempo conta a história de Henry e Clare. Henry viaja no tempo devido à um tipo de doença, uma mudança genética, e não consegue controlar. Aparece em lugares às vezes indesejados, sempre nu e não consegue retornar ao presente quando quer, o corpo o leva no devido tempo. Conhece Clare quando a mesma ainda era criança, mas ele, ao invés disso tinha em torno de quarenta anos: se conheceram quando Henry voltava no tempo. Com isso, Clare acaba se apaixonando por Henry quando ainda era adolescente, mas não podem ficar juntos.

Os capítulos do livro geralmente são divididos entre as visões dos dois, o que facilita o entendimento dos sentimentos de cada um em relação às viagens. Clare geralmente se sente solitária quando ele se vai e aguarda seu retorno ansiosamente. Henry, por outro lado, não gosta de deixá-la sozinha e também não gosta de viajar, afinal, pode parar em lugares perigosos.

‘’Ele some sem querer, sem avisar. Espero. Tenho a sensação de que cada minuto de espera é um ano, uma eternidade. Cada minuto é lento e transparente como vidro. A cada minuto que passa, vejo uma fila de infinitos minutos à espera.’’ Pág 9

‘’Quando estou em outro tempo, me sinto pelo avesso, transformado numa versão desesperada de mim. Viro um ladrão, um andarilho, um bicho que corre e se esconde. (...) É incrível eu ser mesmo real.’’ Pág 10

A leitura do livro é rápida, apesar de ser de tamanho mediano. É bem dinâmica e sempre repleta de diálogos interessantes e inteligentes. Tudo na trama é explicado e não simplesmente jogado ao leitor, como o fato do porque Henry viaja e porque não consegue mudar isso, mesmo querendo. O trabalho de diagramação também é importante ser ressaltado: apesar de simples, possui uma capa magnífica e não possui nenhum erro de ortografia aparente.

Os personagens foram construídos muito bem, tanto que as vezes consegue-se perceber sentimentos não tão aparentes só pelos atos dos mesmos, e isso não acontece só com os protagonistas. Além da história de amor entre eles, conhecemos seus amigos, suas famílias e podemos perceber como são diferentes, mas ao mesmo tempo muito parecidos e feitos um para o outro.

Apesar de no início poder aparentar um pouco difícil o entendimento da história, pelo fato de haver muitas datas e idades diferentes e que se misturam, com o passar de algumas páginas já entramos no clima da mesma. É interessante ver essa mistura de idades, já que o próprio Henry consegue encontrar com ele mesmo no passado. Vemos ele com 5 anos e ao mesmo tempo com 36, conversando como se fossem duas pessoas diferentes.

Para quem não tem interesse na leitura, sugiro que assista ao filme ‘’Te Amarei Para Sempre’’, uma adaptação do livro. Assisti muito antes de ler, mas foi bem adaptado e quase não modificaram coisas da história original. Só uma pena terem alterado o título em português.

Foi um livro que marcou meu ano, uma história que me fez refletir, principalmente no final, me fez rir e chorar e que recomendo a todos que querem um romance um pouco diferente. O livro já é um favorito!

Nota: ☻☻☻☻☻ (Ótimo)

29 de dez. de 2011

Resenha: Confissões de um Turista Profissional - Kiko Nogueira

Informações:
  • Título Original: Confissões de um Turista Profissional
  • Autor: Kiko Nogueira
  • Editora: Novo Conceito (cortesia)
  • Páginas: 94
  • ISBN: 9788563219435

Sinopse: Quem gosta de viajar, e viaja mesmo (isto é, não faz turismo pra inglês ver), sente uma vontade danada de falar a verdade sobre os lugares que visitou. Coisas como: vale a pena todo aquele trabalho no Louvre para não ver a Monalisa? Existe algum lugar mais insalubre do que uma barraca de praia no Nordeste? Ou ainda: por que o Brasil precisa de mais uma obra de Oscar Niemeyer, o veterano arquiteto que deixa um rastro de concreto aonde quer que vá? Mas falar essas coisas é, no mínimo, tornar-se um chato. Pois Jota Pinto Fernandes, alter ego de Kiko Nogueira, é o chato que vive em cada viajante. Corajoso e desbocado o suficiente para dizer o que as agências e seu amigo que acabou de chegar de Nova York nunca falarão. Escrito pelo ex-diretor da revista Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas, da Editora Abril, Confissões de um Turista Profissional é uma leitura para quem quer olhar as lindas fotinhos no celular, na volta daquele pacote inesquecível, e pensar: ‘’E não é que era isso mesmo...?’’

Resenha: O que a maioria dos leitores devem pensar, ou pelo menos, o que eu pensei ao ver a capa e o título deste livro é que era basicamente um guia de viagens. Algo a que pudéssemos recorrer quando houvessem dúvidas a respeitos de bagagem, lugares ou tudo que engloba a mesma. Não poderia estar mais enganada a respeito da proposta do livro.

É, na verdade, um livro de crônicas de um viajante sem papas na língua. Crônicas pequenas que satirizam desde a ‘’necessidade’’ das prostitutas brasileiras entenderem línguas diferentes para agradar seus clientes até a importância de falar o tão famoso ‘’portunhol’’. Mesmo assim, os assuntos poderiam, num todo, terem sido mais bem explorados, com uso de mais dicas para turistas não profissionais.

Tem, em seu máximo, um enredo mediano. Consegue nos fazer rir em alguns momentos, mas na maioria deles é apenas alguém que tenta ser engraçado, mas que na realidade não é. Concordo também com certas crônicas, e com algumas não. Um exemplo do segundo é o fato de turista sempre utilizar uma máquina fotográfica aonde vai: deixa de ver a grandeza das coisas pessoalmente, sentir o momento, para ter um simples retrato de algo que não foi aproveitado ao máximo. Já do primeiro, não vejo o problema de um turista querer conhecer a Monalisa no Louvre. Por ser famosa, realmente perde-se bastante tempo na fila para vê-la, mas se é algo tanto estimado pela pessoa, por que não?

Confissões de um Turista Profissional pode ser classificado como um livro regular. Bom para quem quer uma leitura rápida, podendo ser terminada em uma hora ou duas, e aprecia crônicas, mas para quem não o faz, sugiro a escolha de outro estilo de leitura.

Nota: ☻☻☺☺☺ (Regular)

24 de dez. de 2011

Resenha: Você Tem Meia Hora - Camila Nascimento Silva

Informações:
  • Título Original: Você Tem Meia Hora
  • Autora: Camila Nascimento Silva
  • Editora: Subtítulo
  • Páginas: 435
  • ISBN: 9788561843458

Sinopse: Na noite de réveillon, Bia é abandonada por Arthur, o namorado de três anos com quem já morava há dois e pretendia se casar em um. À beira dos trinta, isso é uma tragédia, pois o que era para dar certo já tinha que ter dado e o que deu errado não dá mais tempo de consertar, ou seja se não se casar até os trinta, Bia estará condenada ao calabouço da solteirice, brigando pelo buquê nas festas de casamento e conhecendo homens que mentem a idade, o estado civil e a foto na internet. Mariana acha que a melhor amiga está exagerando, pois até um pé na bunda te empurra para frente. "Reiventar-se" é A palavra! Porém para isso, Bia precisa ir para o lugar onde todo mundo vai quando dá essas loucas. Londres. E concorrer à vaga de emprego mais disputada do século XXI. Mais será que uma mudança pode mesmo dar certo quando se leva na bagagem uma estória tão mal resolvida?

Resenha:

Entre por essa porta agora

E diga que me adora,

Você tem meia hora

Para mudar a minha vida..

Beatriz é uma comissária de voo perto dos 30 anos, que é largada pelo namorado na véspera do ano novo. O que fazer agora? Como é bom que as mulheres tenham melhores amigas, para ajudar a superar as dificuldades. Agora, Mariana, a melhor amiga de Bia, quer que ela vá para Londres junto com a empresa.

Boa parte do início do livro é relatando a dor de Bia com a perda de Arthur. Após ser largada sem ao menos uma explicação, ela vê suas férias arruinadas e passa um mês inteiro pensando no que poderia ter acontecido se ele estivesse lá, querendo uma explicação, e mais que tudo: querendo ele de volta. A fase um tanto depressiva de Beatriz no início do livro é completamente compreensível. Que mulher em seu lugar não ficaria assim? Sem mais nem menos perder o namorado, com quem dividia a vida em um apartamento é completamente preocupante. Porém, mesmo sendo necessária a narração do sofrimento, não consegui me prender muito à história no começo do livro. Sempre pensando em Arthur, sempre bebendo para afogar as mágoas e não tentando dar a voltar por cima, deixou a minha leitura um pouco lenta no começo.

‘’Desejei que o chão rachasse e uma fenda me sugasse, sei lá, para Tanzânia! Um lugar bem longe, onde eu pudesse adormecer e acordar no próximo mês, quando, provavelmente, Arthur já estivesse de volta e a minha vida, de novo nos trilhos, mas infelizmente isso não aconteceu. ’’ Pág 22

Isso muda completamente assim que Mariana a convence a se inscrever para a vaga que surgiu em Londres. Quando Beatriz resolve se inscrever, passa na entrevista e finalmente muda para Londres, a história engrena de uma vez! Não queria parar de ler nem quando precisava. Bia se torna praticamente outra mulher, superando sua perda e se divertindo num lugar completamente diferente para ela e para nós, leitores. Acabamos conhecendo um pouquinho de Londres também, e pelo fato da autora morar lá e ser brasileira, consegue nos mostrar as diferenças principalmente climáticas e até um pouco de cultura e do preconceito que geralmente tem-se por pessoas estrangeiras. Até um pouco de moda é introduzida na história, e isso dá um toque ótima a ela!

Além de conhecer um pouco da nova cidade de Bia, conhecemos também como é a vida de uma comissária de vôo. Acho que a maioria das pessoas tem em mente que é ótima a profissão pelo fato de conhecerem muitos lugares e sempre estarem viajando. Eu, por exemplo, sempre pensei assim, mas pelo visto estava completamente errada. Tem um ritmo corrido, e por estarem praticamente a toda hora dentro de aviões, pode acabar até mesmo desgastando relações. Mesmo assim, até a protagonista deixa muito claro, que apesar disso, as aeromoças são como pessoas normais.

‘’Sim, porque por mais incrível que pareça, as aeromoças também tomam porres. Aliás, elas realmente existem fora dos aviões. ’’ Pág 10

Por fim, a personalidade de Bia não podia ser mais real. É uma mulher insegura, porém divertida. Que desconfia dos homens pelo trauma que passou, mas que vai até o fim pelas pessoas que ama. Não pude deixar de me identificar com ela, e acho que, pelo menos boa parte das mulheres é assim também.

O final da história foi o que mais me surpreendeu no livro. Parte dele era já esperada, mas um certo rumo que tomou foi inacreditável! Me vi chorando em uma parte, rindo em outra e tenho certo que certo desfecho não é o que o leitor espera em momento algum.

Camila conseguiu uma trama que misturou também muitas emoções. Bia é uma personagem muito divertida e engraçada, que com seus pensamentos malucos me fez rir muitas vezes. A história é levíssima e apesar de alguns pontos tristes, eu adorei. Mostra um exemplo de superação de uma mulher, algo que ela não imagina que possa conseguir, mas que é inevitável que todos sigam em frente um dia. Tem também muito romance, daqueles que se torce para que tudo dê certo no final e que é o sonho de qualquer mulher. E o principal: o valor da amizade, poder contar com aquela pessoa que você chama de melhor amiga para tudo e que sempre vai querer apenas o seu bem.

O livro é ótimo! E apesar do início um pouco lento, não altera minha avaliação dele, por compensar completamente em outras partes. Agradeço à Camila por me deixar conhecer essa história linda que ela criou. O livro é recomendadíssimo!

''Quem dera que a vida fosse como nos filmes que a gente pressiona a tecla ''avançar'' e já fica sabendo o que acontece no final...Infelizmente - ou felizmente - na vida real é proibido ter certeza e os caminhos nunca se apresentam de forma bem definida tipo preto ou branco. As escolhas variam numa ilimitada gama de cinzas claros e escuros e é sempre arriscando que fazemos decisões, porque sofrer também faz parte do processo ou, conforme Eça de Queiros, a cada viver corresponde um sofrer.'' Pág 98

Nota: ☻☻☻☻☻ (Ótimo)